Veja o trailer do filme A Leoa

A Leoa

A Leoa

O que é A Leoa

A Leoa (Løvekvinnen) é um drama norueguês de época que adapta o romance homônimo de Erik Fosnes Hansen, publicado nos anos 90.

A premissa gira em torno de Eva, uma jovem nascida com hipertricose, condição genética rara que faz com que pelos cresçam em grandes quantidades por todo o corpo.

Dirigido por Vibeke Idsøe, o filme acompanha a vida dessa mulher entre apresentações circenses, julgamentos públicos e a tentativa de construir uma existência comum na Noruega do início do século XX.

Não é uma cinebiografia tradicional nem um conto de redenção: é um estudo de personagem sobre o preço de simplesmente existir em um mundo que enxerga diferença antes de enxergar gente.

Estreia e legado

A Leoa foi lançado na Noruega em 2016, com distribuição limitada em festivais e depois chegando ao circuito europeu. A estreia internacional aconteceu de forma gradual, com sessões pontuais em mostras de cinema escandinavo.

O longa dialoga com uma linhagem de filmes que tratam de condições raras sem cair no grotesco, como Duas Vidas (2000) e HeadHunters (2012), títulos que ajudaram a consolidar a produção norueguesa contemporânea no mapa dos festivais.

Na cultura pop, o filme é lembrado por uma abordagem crua da hipertricose, fugindo da espetacularização típica de casos históricos de pessoas com pelos abundantes. A adaptação é vista como uma das raras tentativas sérias de ficção sobre o tema, sem tratar Eva como freak de museu.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a atuação de Mathilde Thomine Storm, que sustenta a complexidade emocional de Eva sem apelar para o melodrama. A direção de Idsøe é respeitosa e evita o tom de exploração.

O elenco de apoio também entrega: Connie Nielsen e Rolf Lassgård aparecem em papéis menores, mas funcionam como contraponto geracional à protagonista.

Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento, o que pode frustrar quem espera um arco mais dinâmico. Algumas passagens do segundo ato se arrastam, e a narrativa não traz grandes surpresas estruturais.

Também pesa a sensação de que o roteiro poderia aprofundar mais os personagens secundários, especialmente os colegas de circo de Eva.

Curiosidades

  • O filme foi rodado em locações na Noruega e na Alemanha, recriando circos e vilas do início do século XX com figurino de época detalhado e pouca CGI.
  • A maquiagem de hipertricose levou meses de desenvolvimento, com próteses aplicadas diariamente no corpo inteiro de Mathilde Thomine Storm durante as filmagens.
  • O título original Løvekvinnen significa literalmente A Mulher-Leoa, referência ao modo como Eva é apelidada nas apresentações circenses, e não a uma suposta coragem animalesca.

Perguntas frequentes

A Leoa é baseado em fatos reais?

O filme é uma adaptação do romance de Erik Fosnes Hansen, portanto é ficção literária. A condição retratada, a hipertricose, é real e rara, e o livro se inspirou em casos documentados de pessoas que viveram em circos no século XIX e início do XX.

A Leoa tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma conclusiva antes dos créditos finais, sem teaser extra nem gag escondida. Pode levantar e sair do cinema tranquilo depois da última cena.

Qual a classificação indicativa de A Leoa?

A classificação ainda não foi definida oficialmente no Brasil, mas o conteúdo envolve temas adultos e algumas cenas de nudez, o que sugere classificação para maiores de 14 ou 16 anos, similar a dramas europeus do mesmo porte.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas europeus de época e adaptações literárias sóbrias, no estilo de produções escandinavas premiadas em festivais.
  • Leitores de Erik Fosnes Hansen e de ficção histórica que explora condições raras e biografias de figuras marginalizadas pelo século XX.
  • Quem gostou de A Menina do Chalé (2011) e Meu Último Dia Sem Você (2014) busca dramas intimistas com fotografia de época marcante.