A Ilha da Morte

A Ilha da Morte

O que é A Ilha da Morte

Cuba, 1958. O país vive os últimos meses antes da Revolução e Rodolfo, um jovem de 20 anos, só pensa em cinema. Mais precisamente: em Hollywood.

O sonho esbarra na realidade quando o pai, um revolucionário procurado, abandona Havana e leva a família para uma cidade do interior. Lá, Rodolfo entra para um grupo de cineastas amadores e conhece Laura, noiva do amigo Leonardo, por quem se apaixona.

Ele decide fazer um filme romântico. Sem querer, a produção vira disfarce perfeito para os revolucionários, que se aproveitam do caos criativo do set para agir.

Estreia e contexto

A Ilha da Morte é uma coprodução entre Brasil e Cuba, com direção de Miguel Coyula. O longa dialoga com outras obras do cinema ibero-americano que misturam política e arte, como Sangue Azul e Todos se Van.

A produção se insere na tradição de dramas históricos latino-americanos que revisitam a Revolução Cubana sob óticas pessoais.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a forma como o roteiro usa o filme-dentro-do-filme para costurar política, arte e desejo. A direção de Coyula aproveita bem a luz e os cenários naturais do interior cubano para criar uma atmosfera quase documental.

O triângulo amoroso entre Rodolfo, Laura e Leonardo tem tensão real, e o desfecho surpreende.

Ponto fraco: o ritmo é lento no primeiro ato. Quem espera ação revolucionária pode estranhar a opção por tons quase melancólicos.

Há também um certo excesso de diálogos expositivos que alongam a parte inicial.

Curiosidades

  • O longa foi rodado em locações reais do interior de Cuba, aproveitando cenários que pouco mudaram desde os anos 1950.
  • A direção é de Miguel Coyula, nome conhecido do cinema independente cubano contemporâneo.
  • O elenco combina atores cubanos e brasileiros, incluindo Claudio Jaborandy e Rodger Rogério.

Perguntas frequentes

A Ilha da Morte é um filme cubano ou brasileiro?

É uma coprodução entre Brasil e Cuba, com direção de Miguel Coyula e elenco que mistura atores dos dois países.

Qual é a temática central do filme?

A história mistura revolução, amor e o fazer cinematográfico, usando o set de filmagem como metáfora política.

O filme tem cena pós-créditos?

Não há cena pós-créditos registrada. O encerramento é direto, no estilo do drama clássico.

Pra quem é este filme: