A greve

A greve

12 Guerra Drama Duração: 1h 22min

O que é A Greve

A Greve (Stachka, 1925) é o primeiro longa-metragem de ficção do diretor Sergei M. Eisenstein, realizado na União Soviética dois anos antes de sua obra mais famosa, O Encouraçado Potemkin.

O filme reconstrói de forma ficcionalizada a greve operária que paralisou São Petersburgo em 1903, durante o regime czarista.

Mais do que reconstituir um fato histórico, Eisenstein usa a fábrica, os operários e os soldados como matéria-prima para experimentar uma nova linguagem.

O resultado é um dos documentos fundadores do drama político em cinema e o ponto zero da montagem dialética.

estreia e legado

A Greve foi concluído em 1925 e apresentado pela primeira vez em janeiro do mesmo ano. Circulou em circuitos de cineclubes e mostras de arte na Europa ao longo da década, influenciando cineastas como Walter Ruttmann, Jean Vigo e o próprio movimento do cinema soviético.

O filme é hoje peça obrigatória em currículos de cinema, comunicação e artes visuais em universidades do mundo inteiro.

Ingressou no domínio público em grande parte do mundo, o que garante reestituições constantes em mostras, festivais e edições em DVD e Blu-ray. Relançamentos em cópia restaurada costumam circular em cinematecas e no circuito de arte.

É lembrado como o laboratório onde Eisenstein testou as ideias que consolidaria em Potemkin: o choque de planos, a metáfora visual, o coletivo como protagonista.

Na cultura pop, o filme aparece referenciado em clipes, videoinstalações e em qualquer manual de história do cinema mudo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência final do massacre é uma das páginas mais inventivas da história do cinema, com cortes entre bois sendo abatidos e operários sendo fuzilados que ainda hoje provocam impacto físico no espectador.

A construção coletiva dos personagens, sem herói central, é uma decisão corajosa que envelhece bem.

Ponto fraco: o primeiro ato é didático e lento, com cenas de assembleia e agitação que exigem paciência.

Quem busca narrativa clássica vai estranhar o ritmo de manifesto.

Curiosidades

  • O massacre dos bois no final foi filmado em um matadouro real de Moscou, e Eisenstein só conseguiu a autorização por meio de contatos pessoais no governo soviético.
  • Eisenstein escreveu um longo texto teórico sobre o filme, Methods of Montage, que se tornou referência obrigatória em escolas de cinema.
  • A produção aconteceu em condições precárias, com parte da equipe formada por operários reais que também atuaram como figurantes nas cenas de massa.

Perguntas frequentes

A Greve tem versão dublada em português?

Não existe dublagem tradicional, já que o filme é mudo. O que existem são legendas e, em exibições ao vivo, narração ou trilha sonora executada por músicos em sala.

É um filme difícil de assistir?

É um filme mudo, experimental e com cara de manifesto. Quem chega preparado para esse tipo de linguagem costuma aproveitar; quem espera narrativa convencional pode achar arrastado.

A Greve é melhor que O Encouraçado Potemkin?

Potemkin é mais acabado, popular e influente. A Greve é o rascunho genial, o laboratório onde tudo começa. Comparar os dois ajuda a entender a evolução de Eisenstein, mais do que hierarquizar.

Pra quem é este filme:

  • Estudantes e professores de cinema, comunicação e história que precisam entender a montagem soviética na fonte.
  • Curiosos de cinema mudo e de vanguarda, familiarizados com nomes como Vertov, Kuleshov e Murnau.
  • Leitores de história do movimento operário europeu e da Revolução Russa interessados no ponto de vista estético sobre o tema.

Título original: Statchka

País de origem: União Soviética

Data do lançamento: 31/12/2024

Distribuidora: Sem Distribuidor

Diretor: Sergei M. Eisenstein



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