A Garota que Conquistou o Tempo

A Garota que Conquistou o Tempo

O que acontece quando uma adolescente descobre que pode pular no tempo

Makoto Kono é uma estudante comum do ensino médio que vive fugindo de situações constrangedoras. Tudo muda quando ela é atropelada por um trem e acorda no passado.

A partir daí, Makoto percebe que ganhou a capacidade de viajar no tempo. Sozinha e assustada, ela tenta contar para os amigos Chiaki e Kousuke, que no começo não levam a sério.

O longa mistura comédia, romance e ficção científica com um olhar muito específico sobre a adolescência. Sob a direção de Mamoru Hosoda, o que começa como uma comédia escolar vai ganhando camadas mais densas.

De 2006 para cá: como o filme virou referência

A Garota que Conquistou o Tempo chegou aos cinemas do Japão em julho de 2006 e desembarcou no Brasil em março do mesmo período. Foi a obra que projetou Hosoda para o público internacional, abrindo caminho para Summer Wars e O Menino e a Besta.

Indicado ao Annie Awards, o longa é lembrado até hoje como uma das adaptações mais inventivas do romance de Yasutaka Tsutsui, com uma abordagem bem menos ingênua do que a versão dos anos 80.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O roteiro de Satoko Okudera e Hiroyuki Okiura transforma uma premissa pop em uma discussão honesta sobre escolhas e arrependimentos. A forma como Makoto lida com as consequências dos seus saltos no tempo cresce em complexidade até um terceiro ato que emociona.

Ponto fraco: O ritmo nem sempre ajuda. Algumas regras da viagem no tempo são deixadas vagas de propósito, o que funciona para o tom, mas pode frustrar quem busca respostas mais lógicas.

A animação tem o estilo da Madhouse no auge dos anos 2000, com cores saturadas e movimentos expressivos. A trilha de Kiyoshi Yoshikawa ancora bem as cenas mais dramáticas.

  • O roteiro é uma adaptação moderna do romance Toki wo Kakeru Shoujo, de Yasutaka Tsutsui, de 1967, que já ganhou outras versões, incluindo a clássica com tom mais ingênuo dos anos 80.
  • O filme foi o primeiro grande sucesso comercial da carreira solo de Mamoru Hosoda como diretor, antes de Summer Wars e O Menino e a Besta.
  • A produção é do estúdio Madhouse, mesmo de Belle em sua fase inicial, e marcou a parceria de Hosoda com roteiristas como Satoko Okudera.

A Garota que Conquistou o Tempo é um filme de viagem no tempo?

Sim, a premissa central é sobre viagem no tempo, mas o foco está nas consequências emocionais das escolhas de Makoto, e não em regras científicas.

Qual a classificação etária e duração?

Classificação 12 anos, com duração de 98 minutos, padrão das animações japonesas voltadas para o público jovem adulto.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem teaser ou gancho para sequência.

É o mesmo que Viagem ao Passado, dos anos 80?

Não. Esta é uma reimaginação mais adulta e tecnológica do mesmo romance, com novo elenco, novos personagens e tom mais dramático.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica com viés emocional, que preferem perguntas a respostas fechadas.
  • Quem acompanha o cinema de Mamoru Hosoda e quer entender de onde veio Summer Wars.
  • Leitores de mangás slice-of-life e dramas de amadurecimento, como os de Makoto Raiku ou Arina Tanemura.

Título original: Toki o Kakeru Shōjo

País de origem: Japão

Data do lançamento: 02/03/2006

Distribuidora: Sem Distribuidor

Diretor: Mamoru Hosoda

Principais atores: