Veja o trailer do filme A Espiã que Sabia de Menos
De escritório para o campo
Susan Cooper é a analista que fica no escritório, com fone de ouvido, guiando agentes por通话. Ela é a voz no ouvido, nunca a estrela. Quando a operação dá errado e o parceiro (Jude Law) é exposto, Susan decide arregar as mangas. Sem treinamento de campo, sem capa elegante e sem elegância — só coragem e teimosia.
Dirigido por Paul Feig, o filme pega a fórmula do filme de espionagem e vira pelo avesso. Em vez de Bond ou Ethan Hunt, temos uma mulher comum, mãe de família, desajeitada com arma e ainda por cima sem orçamento para vestir Prada.
A premissa é simples: Susan vai para a Europa, precisa se infiltrar no círculo de um traficante de armas e ainda lidar com uma vilã charmosa (Rose Byrne) que rouba a cena em quase todos os takes.
Estréia e legado
Lançado em 04 de junho de 2015 nos cinemas brasileiros, o longa arrecadou mais de US$ 235 milhões no mundo, um resultado e tanto para uma comédia com classificação 14 anos e orçamento de US$ 65 milhões.
Foi indicado a dois prêmios no Critics' Choice Awards: Melhor Filme de Comédia e Melhor Atriz para Melissa McCarthy. Não levou estatueta, mas a performance virou referência.
Passados dez anos, o filme é lembrado como o ponto alto da parceria entre McCarthy e Feig (que já tinham brilhado em Missão Madrinha de Casamento e Identidade Criminosa). Hoje aparece em listas de melhores comédias de espionagem ao lado de Austin Powers e Johnny Inglês.
Vale o ingresso?
O ponto alto é Jason Statham parodiando a si mesmo. Ele aparece como agente durão e desfila um portfólio de exageros. As cenas em que ele descreve situações absurdas como se fossem normais são o melhor do filme.
A química entre McCarthy e Byrne também merece destaque. As duas duelam verbalmente em jantares de gala, carros em movimento e até em cenas de luta malucas.
O ponto fraco é o ritmo no meio do filme. Quando Susan chega a Paris, o segundo ato perde fôlego. Algumas piadas se estendem além do tempo certo e o roteiro de Katie Dippold aposta demais no improviso de McCarthy.
A ação, embora competente, é menos inventiva do que em comédias de espionagem como Kingsman. Mas diverte — e às vezes é isso que importa.
Curiosidades
- 50 Cent faz uma participação rápida como ele mesmo, em uma cena no meio de um leilão de arte.
- O roteiro foi escrito por Katie Dippold, ex-roteirista do Parks and Recreation, que se inspirou nos bastidores burocráticos da CIA.
- Statham improvisou a maior parte das falas absurdas de seu personagem, o que rendeu cenas regravadas fora do roteiro original.
Perguntas frequentes
A Espiã que Sabia de Menos tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após os créditos finais, sem teasers extras.
É uma comédia romântica?
Não. É comédia de ação e espionagem, com romance aparecendo apenas de forma pontual e cômica.
Preciso ter visto outros filmes de espionagem para entender?
Não. O longa funciona sozinho, mas quem conhece franquias como James Bond e Missão Impossível vai captar mais referências e piadas internas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias pastelão com elenco afiado e piadas rápidas.
- Quem curte sátiras de filmes de espião e paródias ao estilo Austin Powers.
- Espectadores que gostam de Melissa McCarthy em modo protagonista desajeitado.
Título original: Spy
País de origem: EUA
Data do lançamento: 04/06/2015
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: Paul Feig
Principais atores: