Veja o trailer do filme A dama de Baco
Sobre o que é A Dama de Baco
So-young tem 65 anos, faz parte das chamadas "damas de Baco" — idosas que vendem o corpo em um parque no centro de Seul — e leva uma vida de rotina seca até o dia em que precisa ir ao médico por causa de uma doença venérea.
No caminho, ela encontra um garoto mestiço coreano e filipino completamente sozinho. O garoto mexe com uma ferida antiga: So-young já perdeu um filho. Ela decide acolhê-lo e ajuda-lo a procurar a mãe, mesmo sem largar a prostituição.
Dirigido por E J-yong, o longa mistura drama social com thriller moral quando um dos clientes de So-young, chamado Song, descobre que está doente e implora para que ela o mate. Ela hesita, mas cede. Depois, outro cliente faz o mesmo pedido.
Linha do tempo e legado
A Dama de Baco estreou no circuito de festivais em 16 de março de 2017, com distribuição da Festival no Brasil, longe do circuito de blockbusters.
O filme integra a fase mais autoral de E J-yong, diretor conhecido por obras como O Tigre e a Floresta, e ganhou visibilidade por causa da performance de Youn Yuh-jung como protagonista — atriz que, anos depois, conquistaria o Oscar de coadjuvante por Minari.
É um título cultuado entre fãs de cinema de festival sul-coreano, lembrado pelo olhar desconfortável sobre envelhecimento, pobreza e compaixão.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Youn Yuh-jung carrega o filme nas costas. So-young é uma personagem de contradições brutais, capaz de matar por compaixão e ainda assim proteger uma criança.
O roteiro não tem pressa, e é justamente nessa lentidão que o longa encontra a força: silêncios, olhares e o cotidiano cru do parque.
Ponto fraco: a segunda metade, com as mortes encomendadas, escorrega para uma resolução um tanto apressada. O ritmo contemplativo cobra seu preço e pode frustrar quem espera um drama mais linear.
Curiosidades de bastidores
- Youn Yuh-jung, que protagoniza A Dama de Baco, ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2021 por Minari, o que aumentou o interesse internacional por toda a filmografia dela.
- O título original, Jug-yeo-ju-neun Yeo-ja, faz referência direta ao grupo das "damas de Baco", idosas que se prostituem em parques de Seul, fenômeno real que inspirou o roteiro.
- O diretor E J-yong tem passagem pela televisão e pelo cinema popular coreano, e A Dama de Baco marca um de seus trabalhos mais sóbrios e realistas.
Perguntas frequentes
A Dama de Baco é baseado em fatos reais?
O filme é uma ficção, mas o termo "damas de Baco" descreve um fenômeno social real em Seul: mulheres idosas que se prostituem em parques da cidade para complementar a renda.
Qual é a classificação indicativa de A Dama de Baco?
A classificação indicativa é 14 anos, por causa do tema, de cenas sexuais explícitas e da violência em torno das mortes por compaixão.
A Dama de Baco tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos. O encerramento do longa é definitivo, sem ganchos extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Quem acompanha o cinema coreano de autor e curte diretores como Hong Sang-soo e Lee Chang-dong.
- Fãs de dramas com personagens femininas idosas em papéis centrais, sem concessões ao didatismo.
- Espectadores que curtem thriller moral com dilemas éticos desconfortáveis, como em Haneke ou no cinema de Park Chan-wook.
Título original: Jug-yeo-ju-neun Yeo-ja
País de origem: Coreia do Sul
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Festival
Diretor: E J-yong
Principais atores: