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A Conquista da Honra

A Conquista da Honra

16 Guerra Drama Duração: 2h 12min

Sobre o que é A Conquista da Honra

Em fevereiro de 1945, a guerra do Pacífico entrava na fase mais sangrenta. Os Estados Unidos disputavam a ilha de Iwo Jima contra o Japão, e da batalha saiu uma das imagens mais reproduzidas do século 20: seis soldados erguendo a bandeira americana no topo do monte Suribachi.

Dirigido por Clint Eastwood, o filme acompanha a trajetória desses homens antes, durante e depois do clique. A maioria morreu logo após a foto. Os sobreviventes voltaram para casa e viraram ferramenta de propaganda, usados para arrecadar fundos com a venda de bônus de guerra.

Mais do que um filme de guerra convencional, é uma reflexão sobre fama, culpa e o que sobra de um herói quando a guerra acaba.

Linha do tempo e legado

A Conquista da Honra chegou aos cinemas norte-americanos em 20 de outubro de 2006 e ao Brasil ainda em 2006, distribuído pela Warner Bros. É a primeira metade do projeto gêmeo de Eastwood sobre Iwo Jima, que ganhou o complemento japonês Cartas de Iwo Jima, lançado no mesmo ano.

O longa faturou cerca de 65 milhões de dólares em todo o mundo, número modesto para uma produção de guerra, mas suficiente para confirmar o interesse do público por esse recorte histórico. Levou o Oscar de Melhor Edição de Som em 2007 e disputou mais três categorias técnicas.

Hoje é lembrado como um dos títulos mais sóbrios do cinema de guerra americano recente. Eastwood evitou ufanismo, algo raro em filmes de bandeira, e o resultado virou referência obrigatória para quem estuda a representação do conflito no cinema.

Para entender o contexto histórico, vale conferir também o longa Sniper Americano, outra obra que desconstrói o mito do soldado americano.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Eastwood, firme e sem estridência. A batalha de Iwo Jima é filmada de forma crua, com som direto e cortes secos, o que dá peso real ao combate. As atuações de Adam Beach, Ryan Phillippe e Jamie Bell sustentam o peso dramático sem apelar para o melodrama.

Ponto fraco: a narrativa salta entre passado e presente o tempo todo, o que pode confundir quem não conhece a história. O ritmo pede paciência, e o roteiro economiza no contexto histórico, confiando que o espectador já saiba do que se trata.

Curiosidades de bastidores

  • O roteiro é baseado no livro homônimo escrito por James Bradley, filho de um dos soldados que aparecem na foto, publicado em 2000.
  • Eastwood rodou A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima simultaneamente, alternando equipes entre Los Angeles e Tóquio, o que barateou a produção.
  • Paul Walker interpreta um dos sobreviventes da foto em um dos últimos papéis de peso antes da franquia Velozes e Furiosos tomar conta da carreira dele.

Perguntas frequentes

A Conquista da Honra é baseado em fatos reais?

Sim. O filme é adaptado do livro de James Bradley, que reconstitui a história dos seis homens que aparecem na famosa foto do içamento da bandeira em Iwo Jima, em 23 de fevereiro de 1945.

A Conquista da Honra tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem cenas extras após a conclusão.

Qual a diferença entre A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima?

Ambos tratam da mesma batalha, mas de lados opostos. A Conquista da Honra mostra a perspectiva americana e o uso da foto como propaganda. Cartas de Iwo Jima, também de Eastwood, foca no lado japonês e foi filmado quase todo em japonês.

Pra quem é este filme: