Veja o trailer do filme A comédia divina
A comédia divina
O que esperar de A Comédia Divina
Em crise, um telejornal demitiu a repórter titular e abriu vaga. No lugar entra Raquel, jornalista recém-formada que vai parar no meio de uma redação caótica.
Dirigida por Toni Venturi, a comédia usa o noticiário como cenário para satirizar o jornalismo desesperado por audiência. O grande furo de Raquel é o mais absurdo possível: o Diabo acabou de abrir uma igreja na Terra, e ela precisa provar.
O elenco mistura Mônica Iozzi no papel central, Murilo Rosa como o mentor das trevas e Dalton Vigh como o âncora convencido. Para quem gosta de comédia brasileira com humor de situação e piada sobre instituições, o terreno é fértil.
Estreia e legado
A Comédia Divina chegou aos cinemas brasileiros em 19 de outubro de 2017, com distribuição da Imagem Filmes. A recepção foi morna: dividiu público e crítica, mas circulou bem em home video e streaming.
O longa dialoga com outras comédias nacionais da mesma safra que misturaram fé e humor, e pode ser comparado a Mulheres Alteradas e Superpai pelo tom de humor cotidiano. Hoje é lembrado principalmente como a primeira grande incursão solo de Mônica Iozzi como protagonista de ficção no cinema.
Não ganhou prêmios de festival relevantes, mas ocupa um lugar curioso no catálogo de comédias brasileiras sobre a era das igrejas eletrônicas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Mônica Iozzi e Murilo Rosa. Os dois carregam o filme nas costas, e as cenas de bastidores da redação funcionam como pequenas esquetes autônomas.
Ponto alto: a sacada de usar o demônio como CEO de uma igreja é o tipo de premissa que sustenta piadas ácidas sobre televisão e fé.
Ponto fraco: a subtrama do triângulo amoroso entre Raquel, o âncora galinha e o ex-namorado inconformado não decola e derruba o ritmo no terço final.
Ponto fraco: a resolução do caso místico é apressada e deixa perguntas no ar — sensação de roteiro que escolheu terminar em vez de fechar.
Curiosidades dos bastidores
- Mônica Iozzi estreou como protagonista de ficção no cinema com este longa, depois de anos no humorístico CQC.
- A escalação de Murilo Rosa como o Diabo foi inspirada na imagem pública do ator, que já tinha feito vilões carismáticos em novelas.
- Dalton Vigh e Juliana Alves já tinham trabalhado juntos na novela global Insensato Coração (2011).
Perguntas frequentes
A Comédia Divina tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a resolução da trama principal e não há sequência extra após os créditos.
A Comédia Divina é baseada em alguma obra?
O roteiro é original, embora dialogue com clássicos da comédia sobre jornalismo como o filme Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo das TVs antigas e o universo de Casseta & Planeta.
Onde assistir A Comédia Divina online?
O filme circulou em catálogos de streaming e locadoras digitais após o lançamento. Confira a grade atualizada de plataformas na seção de programação desta página.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédia brasileira que curtem humor institucional, tipo Casseta & Planeta e A Grande Família.
- Quem acompanha humoristas e atores vindos do programa CQC e quer ver Mônica Iozzi em outro registro.
- Público interessado em sátira sobre igrejas neopentecostais e jornalismo sensacionalista.
Título original: A comédia divina
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 19/10/2017
Distribuidora: Imagem Filmes
Diretor: Toni Venturi
Principais atores: