A Casa da Colina

A Casa da Colina

Sobre o que é A Casa da Colina

Stephen Price é um magnata obcecado por adrenalina. Dono de uma fortuna construída em parques temáticos de terror, ele decide presentear a esposa Evelyn com uma festa de aniversário no lugar mais sombrio que consegue encontrar: um antigo manicômio abandonado.

O local foi sede do Instituto Vannacutt, onde pacientes foram submetidos a torturas. Para deixar a noite mais interessante, Price oferece um milhão de dólares a cada convidado que sobreviver até o amanhecer.

O que começa como um jogo de mau gosto rapidamente se transforma em uma sucessão de visões sangrentas, criaturas mecânicas bizarras e assassinatos reais. Dirigido por William Malone, o longa é um remake colorido e barulhento do clássico de 1959, e carrega a assinatura do produtor Joel Silver e do roteiro de Dick Beebe.

A produção é caprichada nos efeitos práticos e na cenografia gótica, apostando em scares diretos em vez de terror psicológico sutil.

Estreia e legado

Estreou nos cinemas norte-americanos em outubro de 1999, chegando ao Brasil poucos meses depois, no início de 2000. Chegou a arrecadar cerca de 40 milhões de dólares em território americano, em um orçamento de 19 milhões, sendo um dos terror mais rentáveis daquele ano.

Não levou Oscar, mas o trabalho de maquiagem e os efeitos visuais chamaram atenção, especialmente pelo uso de criaturas animatrônicas em vez de CGI puro, algo raro na transição para os anos 2000. A produção é citada como influência direta em refilmagens posteriores, como a franquia 13 Horas.

Hoje, é lembrado como um exemplar curioso do terror de virada de milênio, com humor involuntário em várias cenas. Para os fãs do gênero, virou cult entre sessões pipoca.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O visual é marcante. A casa parece um cenário de parque temático que deu errado, com paredes descascando, laboratórios enferrujados e criaturas grotescas que funcionam justamente por serem artesanais. A sequência do elevador e a aparição do Dr. Vannacutt viraram imagens de referência no terror dos anos 90.

Ponto fraco: O roteiro tropeça na própria ambição. Quer ser esperto, sinistro e divertido ao mesmo tempo, e não consegue. Geoffrey Rush parece estar em outro filme, atuando como se estivesse em um thriller dos anos 70. As frases de efeito são tantas que o espectador já ri antes do susto chegar.

Curiosidades dos bastidores

  • A mansão usada nas filmagens é a mesma construída para o filme original de 1959, reconstruída a partir das plantas originais armazenadas nos arquivos do estúdio.
  • O roteiro original de Dick Beebe era ainda mais gráfico, mas a Warner cortou várias sequências para garantir a classificação indicativa menos restritiva.
  • Chris Kattan, do elenco de Saturday Night Live, foi escalado em parte pelo produtor Joel Silver, fã do humor físico do ator.

Perguntas frequentes

A Casa da Colina é baseado em fatos reais?

Não. O Instituto Vannacutt e seus experimentos são invenção do roteiro. A inspiração veio do clássico homônimo de 1959, dirigido por William Castle, e de histórias genéricas sobre manicômios desumanos do século XIX.

Tem cena pós-créditos?

Não existe cena pós-créditos nesta versão. O final resolve tudo antes dos créditos começarem a subir.

É um terror pesado para menores?

É um terror de classificação indicativa para adolescentes e adultos. Há violência explícita, sangue em quantidade e figuras perturbadoras, sem nudez gratuita nem tortura prolongada em close.

Vale a pena assistir antes de A Casa de Cera ou refilmagens mais recentes?

Vale, justamente pelo contrário: mostra o terror pré-House of Wax, com atmosfera mais old school. Quem curte Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado ou João e Maria: Caçadores de Bruxas encontra aqui uma referência de peso.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de terror de sessão da madrugada, do tipo que troca sustos por efeitos práticos e sangue cenográfico sem se preocupar com lógica.
  • Quem cresceu assistindo à programação de terror dos anos 90 e quer revisitar aquele estilo, com vilões exagerados e humor involuntário.
  • Admiradores do elenco, em especial de Famke Janssen e Ali Larter, curiosas para ver o que faziam antes de virarem X-Men e Heroes.