Veja o trailer do filme A Bruxa
A Bruxa
Sobre o que é A Bruxa
Nova Inglaterra, década de 1630. O casal William e Katherine vive com os cinco filhos em uma comunidade puritana até ser expulso por discordâncias religiosas.
Sem alternativa, a família se muda para uma fazenda isolada à beira de um bosque escuro. A colheita falha, a comida escasseia e o clima de tensão religiosa só faz crescer.
Quando o bebê recém-nascido simplesmente desaparece, a família passa a desconfiar de tudo: de um lobo, de uma bruxa que habitaria a floresta, e até uns dos outros. O suspense cresce a partir das fraturas internas do grupo, não de sustos fáceis.
O longa de estréia do diretor Robert Eggers aposta em um terror de atmosfera, onde a verdadeira ameaça mora dentro de cada personagem.
Estreia e legado
A Bruxa chegou aos cinemas brasileiros em 3 de março de 2016, quase um ano depois de sua première mundial no Festival de Sundance 2015, onde Eggers levou o prêmio de melhor direção de cinema independente.
O filme custou cerca de 4 milhões de dólares e rendeu mais de 40 milhões em bilheteria mundial, um retorno enorme para um terror de baixo orçamento e sem grandes astros de Hollywood à época.
Foi indicado ao Independent Spirit Awards, recebeu o prêmio da crítica em diversos festivais europeus e entrou na lista dos melhores filmes de horror do século segundo veículos como Sight & Sound e BBC Culture.
Hoje é cultuado como divisor de águas do terror folk, abrindo caminho para obras como fragmentos do novo horror americano e consolidando Anya Taylor-Joy como revelação do cinema.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a atmosfera opressiva, construída com som ambiente, diálogos em inglês arcaico do século XVII e uma fotografia em luz natural que parece um quadro de Caravaggio.
A tensão entre fé, paranoia e repressão sexual é tratada com inteligência rara no gênero.
Ponto fraco: o ritmo é lento de propósito. Quem espera jumpscares ou gore vai se frustrar. O terceiro ato também divide opiniões, com uma reviravolta que ou você compra ou soa gratuita.
Curiosidades dos bastidores
- Robert Eggers pesquisou documentos reais do século XVII, incluindo diários de pilotos e registros de julgamentos de bruxaria, para escrever o roteiro e reconstruir o sotaque.
- A cabana usada no filme foi construída peça por peça em Ontario, sem nenhum parafuso moderno, seguindo técnicas de marcenaria da época.
- O galo preto chamado Carter, que aparece no filme, foi treinado para atacar sob comando e virou sensação no set.
Perguntas frequentes
A Bruxa tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina abruptamente depois do terceiro ato, sem nenhuma cena extra. A história se fecha ali mesmo.
É muito assustador?
Mais perturbador do que assustador. O terror é psicológico, de sugestão, e exige disposição para o ritmo lento. Não espere sustos constantes.
Qual a classificação indicativa no Brasil?
16 anos, por conteúdo de violência, tensão intensa e temas religiosos pesados.
Pra quem é este filme:
- Fãs de horror folk e psicológico, acostumados a títulos como O Homem nas Trevas e A Autópsia.
- Quem curte cinema de época com rigor histórico e reconstituição de época, não fantasia genérica.
- Interessados em debate sobre histeria religiosa, fanatismo e leitura de gênero, que encontram no filme material para muita discussão.
Título original: The Witch
País de origem: CANADÁ , EUA
Data do lançamento: 03/03/2016
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Robert Eggers
Principais atores: