Veja o trailer do filme A Batalha Do Ano
A Batalha Do Ano
O que é A Batalha do Ano
Um grupo de dançarinos americanos decadentes ganha uma segunda chance quando um ex-treinador de basquete, vivido por Josh Holloway, aceita colocá-los de pé — no sentido literal.
A premissa é direta: Benson Lee dirige um longa sobre a Batalha do Ano, competição real de b-boying realizada na França, e usa esse palco para costurar um drama de redenção. O protagonista, Jason Blake, carrega marcas do passado e encontra nos dançarinos um motivo para reescrever a própria rotina.
Se você curte musical com pegada esportiva, já sabe o que esperar. Se nunca viu um campeonato de breaking, o filme funciona como uma porta de entrada razoável para a cultura do b-boy.
Quando estreou e o que aconteceu depois
A Batalha do Ano chegou aos cinemas brasileiros em 22 de novembro de 2013, em meio a uma leva de produções americanas que apostavam em dança urbana para conquistar o público jovem.
Produzido pela lista A, o longa tinha pedigree nas coreografias e apostava no carisma de Chris Brown e de nomes conhecidos de TV como Holloway. A resposta de público, porém, foi morna: a bilheteria mundial ficou bem abaixo do esperado.
Hoje, é lembrado mais pelo elenco e pelas sequências de dança do que por qualquer impacto cultural. Não ganhou prêmios relevantes, e suas músicas e figurinos voltaram a circular entre fãs de breaking e de cultura hip hop dos anos 2010.
Vale o ingresso?
Ponto alto: as coreografias. As sequências competitivas têm energia, sincronia e um nível técnico que justifica o filme. Os treinos também funcionam bem, com cortes que respeitam o ritmo da música.
Ponto fraco: o roteiro. Os conflitos pessoais do time soam didáticos, e o arco de redenção do treinador tem aquele tom de palestra motivacional que cansa rápido.
No fim, é um longa que se sustenta enquanto há dança na tela. Quando o foco passa para os diálogos, o ritmo cai e a história se arrasta.
Curiosidades de bastidores
- A Batalha do Ano é uma competição real de b-boying criada na Alemanha nos anos 1990, e o filme usa o campeonato como cenário, não como invenção.
- O diretor Benson Lee é documentarista de cultura hip hop, o que explica o cuidado com as coreografias e com a linguagem corporal dos dançarinos.
- Vários dançarinos do elenco, incluindo Luis Rosado e Terrence Jenkins, tinham passagem real por crews de breaking antes de entrar para o elenco.
Perguntas frequentes
A Batalha do Ano é bom?
É irregular. Funciona bem nas coreografias e nas sequências de competição, mas tropeça no roteiro e nos diálogos. Vale para quem gosta de dança urbana.
A Batalha do Ano tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa fecha dentro do tempo padrão e não há cena extra depois dos créditos finais.
A Batalha do Ano está disponível em streaming no Brasil?
Sim, em algumas plataformas de aluguel digital. A disponibilidade varia, então vale checar a grade atualizada de streamings abaixo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de b-boying, hip hop old school e cultura street que querem ver a Batalha do Ano real representada em celuloide.
- Quem gosta de dramas esportivos com pegada de superação, mesmo com clichês, estilo Amanhecer Violento ou Capitão América: Guerra Civil no quesito grupo se unindo para uma missão.
- Curiosos que acompanham o trabalho de Benson Lee e querem comparar com o universo de dança mostrado em Detroit em Rebelião ou Sob o Domínio do Medo.
Título original: Battle of the Year: The Dream Team
País de origem: EUA
Data do lançamento: 22/11/2013
Diretor: Benson Lee
Principais atores: