Veja o trailer do filme A Arte da Paixão
O filme
No começo do século XX, um grupo de artistas britânicos se reúne na colônia de Lamorna, na Cornualha, para pintar a paisagem rude do litoral inglês. Entre eles está Alfred Munnings, um pintor brilhante e temperamentale que ainda não sabe que vai virar presidente da Royal Academy.
O ponto de partida é o triângulo amoroso entre Florence Carter-Wood, Gilbert Evans e o próprio Munnings. Florence chega noiva de Gilbert, mas se encanta pela energia criativa de Alfred. Já Estou Com Saudades é um filme que aborda dilema parecido, mas aqui o foco está nas consequências da escolha dela.
O diretor Christopher Menaul conduz a história em ritmo lento, apostando no clima de época e nas paisagens da Cornualha. Para quem gosta de drama de época e romance contemplativo, o visual é o maior atrativo. Quem prefere tramas mais ágeis pode achar o andamento sonolento.
Estreia e legado
A Arte da Paixão foi lançado em 2013 no circuito europeu, com distribuição limitada no Brasil. Passou por festivais e foi indicado a alguns prêmios técnicos por fotografia e direção de arte, mas não emplacou nas grandes premiações.
Hoje, o filme sobrevive mais como curiosidade histórica do que como obra cultuada. O interesse pelo longa veio em parte por causa do elenco: Dominic Cooper já tinha chamado atenção em Capitão América 2 - O Soldado Invernal, e Dan Stevens acabara de brilhar em A Bela e a Fera (2017).
É um título pequeno, de biografia discreta, que vive à sombra de dramas britânicos de maior prestígio. Funciona bem em sessões casuais de streaming ou em mostras temáticas de cinema de arte.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a cinematografia da Cornualha e a reconstituição de época. As cenas ao ar livre, com luz natural, dão uma textura quase pictórica ao filme, bem ao estilo do que a colônia de Lamorna pintava na vida real.
As atuações principais também convencem: Cooper traz a arrogância criativa de Munnings com carisma, e Stevens faz um Gilbert contido e digno.
Ponto fraco: o roteiro nunca decide o que quer ser. Não é biografia de artista, não é estudo de personagem, e o romance central é desenhado com traços finos demais. Falta ao longa a coragem de arriscar conflito de verdade.
O ritmo é outro problema: muitos planos longos de paisagem e pouco diálogo cortante fazem o filme pesar no meio. Quem busca emoção intensa vai sair frustrado.
Curiosidades
- As filmagens foram feitas na própria Cornualha, incluindo locações perto da real colônia de artistas de Lamorna que inspirou a história.
- Alfred Munnings é um pintor histórico de verdade, conhecido pelos retratos equestres e por ter sido presidente da Royal Academy entre 1944 e 1949.
- O triângulo amoroso do filme é baseado em eventos reais documentados, mas o roteiro tomou liberdades dramáticas com a cronologia dos fatos.
Perguntas frequentes
A Arte da Paixão é baseado em fatos reais?
Sim. O filme é inspirado na história real do pintor Alfred Munnings, do marchand Gilbert Evans e de Florence Carter-Wood, ambientada na colônia de artistas de Lamorna no início do século XX.
Quem é o pintor Alfred Munnings?
Foi um artista britânico famoso por retratos de cavalos e pela vida pessoal conturbada. Chegou a presidente da Royal Academy em 1944, e sua rivalidade com o pintor modernista William Coldstream virou capítulo conhecido da arte britânica.
A Arte da Paixão tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma convencional, sem cena extra após os créditos. Quem espera gancho para continuação vai sair decepcionado.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas britânicos de época, no estilo de Retorno a Howards End e Thomas Hardy.
- Quem gosta de cinebiografias sobre artistas plásticos, mesmo quando a arte é mais pano de fundo que tema central.
- Espectadores que apreciam tramas contemplativas, com foco em atmosfera, figurino e fotografia de paisagem.
Título original: Summer in February
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 31/12/2013
Diretor: Christopher Menaul
Principais atores: