Veja o trailer do filme A Arte da Conquista
Premissa
George Zinavoy é o tipo de adolescente que circula pela escola como um fantasma. Inteligente, cínico e profundamente descrente, ele acha que nascemos sozinhos e morremos sozinhos — então, para quê tentar?
No papel, ele tem tudo para ser o aluno nota 10. Na prática, simplesmente não entrega os trabalhos. Os professores reclamam. A mãe preocupa-se. E George segue firme na apatia existencial até cruzar com Sally Howe.
Sally, interpretada por Emma Roberts, é uma garota espontânea que desarma George com uma leveza que ele desconhecia. Ao redor dela, surgem novas amizades, risadas e aquela dúvida que ele nunca se permitiu ter: talvez valha a pena, sim, viver de ilusão.
Com o roteiro de direção de Gavin Wiesen, The Art of Getting By — A Arte da Conquista — é um drama adolescente discreto, daqueles que prefere sussurrar a gritar.
Estreia e legado
Estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2011, com a sala inteira interessada nesse tipo raro de filme indie para adolescentes. Chegou aos cinemas norte-americanos em junho do mesmo ano, com distribuição da Fox Searchlight, e desembarcou no Brasil em 24 de agosto de 2012, pela Vinny Filmes.
Bilheteria americana discreta: 1,4 milhão de dólares, com a maior parte da renda vindo de público que acompanha esse filão de romance jovem introspectivo. Não foi indicado ao Oscar, nem ao Globo de Ouro, nem a prêmios do circuito indie como Independent Spirit.
Hoje, é lembrado justamente por ser uma amostra do início de carreira de Freddie Highmore como protagonista romântico, papel que ele repetiu com cores diferentes em Nerve: Um Jogo Sem Regras. Foi também a primeira incursão de Emma Roberts como protagonista em um drama de alcance adulto, abrindo caminho para títulos seguintes.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Freddie Highmore e Emma Roberts é o coração do filme. Eles vendem aquele namoro que nasce devagar, feito de pequenos gestos e silêncios compartilhados, sem apelar para o dramalhão. As cenas no ateliê e na cidade de Nova York têm o tom de fotografia em tons pastel e trilha indie que definem o filão.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para resoluções convencionais que diminuem a ambição do começo. O ritmo, ainda que curto (84 minutos), tem pausas desnecessárias, e o triângulo amoroso com o personagem de Michael Angarano é sugerido com mais potencial do que exploração de verdade.
Curiosidades
- O roteiro original, chamado Homework, foi comprado pela Fox Searchlight em 2008 por cifras altas para a época, após circular pelo Black List de melhores scripts não produzidos.
- Emma Roberts e Freddie Highmore tinham acabado de contracenar em Um Hotel Bom pra Cachorro, o que ajudou na química natural entre os dois.
- A estreia no Festival de Sundance em 2011 rendeu uma distribuição imediata da Fox Searchlight por considerar o elenco e a estética típicos do filão indie que o público busca.
Perguntas frequentes
A Arte da Conquista é baseado em algum livro?
Não. O filme é original, escrito e dirigido por Gavin Wiesen como seu longa de estreia no cinema.
A Arte da Conquista tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma definitiva, sem teaser extra depois dos créditos finais.
A Arte da Conquista vale a pena assistir?
Vale se você curte romance adolescente introspectivo e clima indie. Não espere grandes reviravoltas: o filme ganha pelos olhares e pela química do elenco principal.
Pra quem é este filme:
- Fãs de romance indie coming-of-age tipo Celeste e Jesse para Sempre e O Som do Coração que preferem crônicas de afetos a comédias românticas barulhentas.
- Quem acompanha o início de carreira de Freddie Highmore depois de A Fantástica Fábrica de Chocolate e quer vê-lo já num registro adulto.
- Espectadores que gostam de dramas adolescentes com fotografia limpa, trilha com bandas alternativas e Nova York filmada de jeito não turístico.
Título original: The Art of Getting By
País de origem: EUA
Data do lançamento: 24/08/2012
Distribuidora: Vinny Filmes
Diretor: Gavin Wiesen
Principais atores: