Yara de Novaes

Yara de Novaes Gomes (Belo Horizonte, 25 de agosto de 1966) é uma atriz e diretora teatral brasileira. Tornou-se conhecida nos palcos do teatro mineiro na década de 1990, onde realizou inúmeras contribuições como atriz e diretora, e, mais tarde, ganhou projeção por seus papéis dramáticos no cinema e televisão. Os prêmios de Novaes incluem um Prêmio APCA e um Prêmio Shell, além de ter recebido indicações para um Prêmio Grande Otelo e um Prêmio Qualidade Brasil.

Novaes iniciou sua carreira como atriz de teatro em A Lira dos Vinte Anos, em 1984. No entanto, ganhou maior notoriedade em A Revolta dos Perus (1985), pelo qual ela recebeu o Troféu Ceschiatti como Atriz Revelação. Neste período, fez sua estreia na televisão na minissérie Grande Sertão: Veredas, da TV Globo. Entretanto, a atriz optou por se dedicar exclusivamente ao teatro nos anos seguintes. Ainda na década de 1980, estreou como diretora na peça Casablanca, Meu Amor, de Fernando Arrabal. Paralelamente à carreira de atriz, Novaes também lecionou em inúmeras instituições, passando pelo corpo docente da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ela consolidou uma vasta carreira nos palcos, encenando e dirigindo espetáculos de autores renomados, nacionais e internacionais. Consagrou-se como diretora ao montar Ricardo 3°, em 1999, pelo qual recebeu o Prêmio Sesc / SATED-MG de melhor direção e melhor espetáculo. Em 2005, fundou o Grupo 3 de Teatro ao lado dos atores Débora Falabella e Gabriel Paiva, com quem idealizou seus principais trabalhos recentes no teatro. Recebeu aclamação da crítica especializada ao estrelar a peça Contrações (2013), recebendo o Prêmio APCA, e também ao protagonizar a peça Love, Love, Love (2018), pela qual recebeu o Prêmio Shell.

No cinema, recebeu ampla aclamação por seu papel visceral em Malu (2024), onde atuou como uma atriz decadente, recebendo uma indicação ao Prêmio Grande Otelo por esse trabalho. Novaes teve uma sequência de direções elogiadas pela crítica no teatro com as peças Prima Facie (2024), Lady Tempestade (2024) e Mudando de Pele (2026). Nos anos recentes, dedicou-se mais às produções audiovisuais, com destaque na telenovela Um Lugar ao Sol (2021) e nas séries Sutura (2024), Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (2025) e Emergência 53 (2026), sendo a protagonista Drª. Irene nesta última.