Daniel Filho

João Carlos Daniel Filho (Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1937) é um ator, diretor, escritor e produtor brasileiro. Tornou-se conhecido como um dos principais nomes da direção na TV Globo e na Globo Filmes, tendo trabalhado como produtor-geral, diretor de dramaturgia e diretor de criação ao longo de mais de cinco décadas. Os prêmios de Filho incluem dois Prêmios Grande Otelo, seis Prêmios APCA e um Prêmio Guarani, além de ter sido indicado a quatro Prêmios Qualidade Brasil e homenageado com o Troféu Cidade de Gramado no Festival de Gramado.

Em 1967, Daniel Filho ingressou na TV Globo, a convite de Boni, para dirigir a telenovela A Rainha Louca, em substituição a Ziembinski . A produção marcou o início de sua longa colaboração com a emissora, onde se destacou por incorporar procedimentos da linguagem cinematográfica à televisão, contribuindo para uma construção visual mais dinâmica das telenovelas. Na década de 1970, consolidou parceria com a autora Janete Clair, dirigindo sucessos como Irmãos Coragem (1970), Selva de Pedra (1972) e Pecado Capital (1975), pelo qual recebeu o prêmio de melhor diretor da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1976.

Sua atuação também se estendeu a outros formatos, com a direção de Dancin' Days (1978), de Gilberto Braga , e de Malu Mulher (1979), em parceria com Manoel Carlos. Entre 1970 e 1975, exerceu o cargo de produtor-geral de dramaturgia da Globo e, posteriormente, assumiu a direção da Central Globo de Produções, participando das decisões sobre projetos e produções artísticas e da supervisão de novelas como Roque Santeiro (1985), Vale Tudo (1989) e Rainha da Sucata (1990), nas duas últimas também atuando como ator.

A partir dos anos 2000, Daniel Filho ampliou sua atuação para o cinema, dirigindo longas-metragens como A Partilha (2001), Se Eu Fosse Você (2006) e Chico Xavier (2010), sendo nomeado como Melhor Diretor no Prêmio Grande Otelo por esses dois últimos. Na década de 2010, retornou à televisão com as minisséries antológicas As Cariocas (2010) e As Brasileiras (2012), centradas em diferentes personagens femininas. Nos anos recentes, dedicou-se com maior exclusividade ao cinema, como diretor e produtor, destacando-se na direção de filmes como Boca de Ouro (2020) e O Silêncio da Chuva (2021), saindo-se vencedor pela primeira vez na categoria de Melhor Diretor no Prêmio Grande Otelo por este último.