FILMES NO CINEMA

Supergirl | Roteirista comenta mudanças da HQ para o filme

Publicado em 28/06/26 12:00

Em entrevista recente para a Variety, a roteirista de Supergirl, Ana Nogueira, compartilhou detalhes sobre o roteiro e as mudanças realizadas a partir do material base dos quadrinhos para a tela do cinema. 

CCXP26 | Com Senhor dos Anéis e mais! Garanta seu ingresso para viver o épico aqui

Omelete Recomenda

window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({ mode: 'alternating-thumbnails-a', container: 'taboola-below-article-thumbnails-inread', placement: 'Below Article Thumbnails New', target_type: 'mix' });

Ao ser questionada sobre o surgimento da fala "Apenas seja boa", dita a Kara por sua mãe no filme, Nogueira disse: "Não há muita coisa sobre os pais dela na mitologia (...) e foi divertido ficar pensando de quem ela herdou cada característica. Imagino a mãe dela como uma mulher profunda, conectada à terra; ela não faz parte da Casa de El, ou seja, não é como Jor-El ou Zor-El. Então pensei: 'Quem é essa mulher com quem ele se casou? E o que ela acrescenta à relação se não vem dessa família mais aristocrática?', a imaginei como uma mulher muito segura de si. (...) Aí pensei: 'E se a Kara tivesse herdado isso da mãe? E se a delicadeza dela viesse do pai, e a força do seu temperamento viesse da mãe?'."

O fim de Krypton também é um ponto abordado no filme, já que Kara deixa o planeta já crescida, tendo tido consciência de tudo o que perdeu, diferente do Superman. Sobre o assunto, a roteirista comenta: "Foi uma jornada, porque existem diferentes versões da história de origem dela, e a que vem diretamente de Women of Tomorrow era, acredito, a que estava no meu primeiro rascunho."

"Há vários desses elementos que funcionam nos quadrinhos, mas que deixam de funcionar em um roteiro, porque entra toda a questão de ela ficar presa na Zona Fantasma por uma década. É como se você precisasse resumir isso em uma única frase, ou então esse elemento toma conta da história inteira, e isso não funciona muito bem. Foi como criar uma nova versão da história de origem dela, porque a que conhecemos há tanto tempo é a de que ela, na verdade, é mais velha que Clark/Superman e acaba ficando presa."

"Isso pareceu uma grande responsabilidade, mudar algo que faz parte da mitologia da personagem. Mas ainda assim tentei chegar à essência do que realmente importa nisso: ela teve uma vida inteira e uma infância em algum lugar, e tudo isso lhe foi tirado. Era Krypton, com tudo o que Krypton representa, mas é quase como se pudesse ser qualquer lugar; qualquer lar em que você cresça vai ser significativo para você, seja uma casa em Ohio ou uma casa em outro planeta. Então, tentei focar nisso", resumiu.

Nogueira também comentou sobre a inclusão de Lobo na história, revelando que não foi originalmente ideia dela. "Gunn e Safran falaram, 'Queremos fazer Woman of Tomorrow e queremos uma maneira de colocar o Lobo na história. Achamos que o Lobo tem um lugar nisso.' Acho que o raciocínio deles era: sabemos que o Jason Momoa tem interesse nisso, então como recusar? Ele está excelente no papel, e, quando alguém está disposto a embarcar nessa, você precisa encontrar um espaço para isso. Ao mesmo tempo, também faz sentido, porque a história é intergaláctica. É difícil trazer o Lobo para a Terra, então eles pensaram: 'Esta é uma oportunidade de introduzir esse personagem, que seria difícil de trazer de outra forma.'"

Ao ser questionada sobre a narração da história, que nos quadrinhos é responsabilidade Ruthye, a roteirista explica a mudança. "No rascunho original do roteiro, o filme começava apresentando a Ruthye e fazendo o público conhecê-la. Mas o que percebemos foi que os leitores dos quadrinhos conhecem a Supergirl muito bem, então eles aceitam conhecê-la pelos olhos de outra pessoa. Já para o público dos cinemas, a Supergirl não é como o Batman; nós já vimos os pais dele morrerem inúmeras vezes, então conhecemos essa história de cor. Eu já vi o Homem-Aranha ser picado por uma aranha radioativa várias vezes, mas não temos esse mesmo nível de familiaridade com ela. Então percebemos que precisávamos apresentar a Kara ao público como o foco do filme, e não apenas por meio da perspectiva da Ruthye."

Tudo sobre Supergirl

Originalmente batizado de Supergirl: A Mulher do Amanhã, o filme da heroína agora se chama apenas Supergirl e será um épico sci-fi baseado na elogiada saga de mesmo nome escrita por Tom King e desenhada pela brasileira Bilquis Evely nas HQs da DC, com a Supergirl não na Terra, mas sim viajando pelo espaço em busca de vingança e justiça - ou festas.

HBO Max | Assine o streaming de DC, Game of Thrones e mais

Krypto, o Supercão, também vai aparecer na produção. Na trama, a Supergirl se junta à jovem Ruthye Marie Knoll para encontrar o assassino do pai da menina, Krem.

Supergirl: Roteiro incrível mudou planos de James Gunn e filme vem após Superman (Exclusivo)

Milly Alcock, que viveu a versão mais nova de Rhaenyra em A Casa do Dragão, interpreta a Supergirl. Eve Ridley (Problema dos 3 Corpos) será Ruthye e Matthias Schoenaerts (The Old Guard) interpreta o temível Krem.

Craig Gillespie (Cruella) é o diretor e o roteiro fica por conta de Ana Nogueira, que havia sido contratada pela Warner inicialmente para escrever um filme da Supergirl estrelado por Sasha Calle, que viveu a personagem num mundo alternativo em The Flash.

Crítica: Superman inicia nova era de super-heróis

Supergirl conta ainda com David Krumholtz e Emily Beecham como, respectivamente Zor-El e Alura In-Ze, pais da protagonista, e Jason Momoa, que viveu Aquaman no antigo universo da DC, agora no papel do mercenário Lobo.

O filme será o segundo da primeira leva de longas da nova versão do universo DC, que começou com Superman de James Gunn em 2025. O longa está atualmente em cartaz.

 

 

Webstories

load_js();

Fonte: Omelete // Júlia Henn

Veja também