Equipe de Rust alegou falta de segurança no set horas antes do disparo acidental

Publicado em 23/10/21 01:00

O disparo no set de Rust, que tirou a vida da diretora de fotografia Halyna Hutchins, aconteceu horas após integrantes da equipe terem abandonado a produção citando problemas de condições de trabalho. De acordo com fontes da Deadline, funcionários do set já haviam reclamado especificamente de falta de segurança nos bastidores. 

Uma fonte anônima revelou ao site que uma reclamação envolvia disparos acidentais poucos dias antes do ocorrido: "Uma arma teve dois disparos em uma cabine fechada. Ela simplesmente disparava alto - uma pessoa estava segurando em suas mãos e a arma atirou". 

Ainda, segundo informações publicadas e divulgadas em uma página no Facebook, funcionários haviam alegado falta de pagamento e hospedagem, carência de protocolos de segurança de covid e, ainda por cima, falta de segurança com armas de fogo. 
 
As condições fizeram com que sete integrantes da equipe se demitissem horas antes do disparo fatal da arma segurada por Alec Baldwin. O caso já tem causado rebuliço na indústria, com diversos nomes de Hollywood se pronunciando pelo fim da presença de armas em sets de filmagens.
 
Contatados pela Deadline, a produtora do longa disse que conduzirá uma longa investigação sobre o ocorrido e em torno das situações de trabalho nos bastidores do filme. 
 
Hutchins não foi a primeira vítima de um incidente desse tipo. Um caso emblemático é do ator Brandon Lee, que morreu nos anos 1990 depois de um acidente nas gravações de O Corvo. Na ocasião, a equipe de filmagens não percebeu que havia uma bala de verdade presa no tambor da arma cenográfica disparada pelo ator Michael Massee. Lee tinha apenas 28 anos. 
 

O incidente que matou Hutchins e feriu o diretor Joel Souza está em investigação e, até o momento, nenhuma acusação formal ou prisão foi feita. Souza já recebeu alta do hospital.

Hutchins se formou no Instituto de Cinema Americano em 2015 e tinha trabalhado em diversos curta-metragens antes de trabalhar em Archenemy (2020), com Joe Manganiello. Em 2019, ela foi considerada uma "estrela em ascenção" pela revista American Cinematographer.

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Fonte: Omelete // Julia Sabbaga