Por que Doris Day, lenda do cinema, não terá funeral nem inscrição na lápide

Publicado em 14/05/19 14:00

A atriz e cantora Doris Day, uma das maiores estrelas de Hollywood nos anos 1950 e 1960, que morreu ontem aos 97 anos, exigiu em seu testamento que sua morte não fosse seguida de nenhum tipo de cerimônia ou formalidade. E isso inclui até detalhes de sua lápide.

"Não haverá funeral, memorial nem inscrição na lápide", disse à revista People seu empresário e amigo próximo, Bob Bashara. "Ela não gostava da morte, e ela não poderia estar com seus animais se eles tivessem que ser sacrificados (...) Ela tinha dificuldade em aceitar a morte."

Segundo Bashara, também dirigente da Doris Day Animal Foundationm é provável que a resistência à ideia de um funeral tenha a ver a personalidade reservada da artista, que destoava de sua figura artística. "Ela era uma pessoa muito tímida."

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Doris Day em cena no filme "Confidências à Meia-Noite" (1959) Imagem: Divulgação

Criada dentro do catolicismo, Doris Day aderiu ao movimento da ciência cristã após se casar com o produtor Martin Melcher em 1951. Ela então se afastou da religião quando ele morreu em 1968, mas, segundo o empresário, permaneceu como um "pessoa espiritualizada".

Defensora dos direitos dos animais, Doris criou em 1978 a organização Doris Day Animal Foundation, e fãs que desejam prestar suas homenagens à atriz estão sendo encorajados a visitar a sede da fundação, em Los Angeles.

Fonte: UOL Cinemas // Leonardo Rodrigues