Famoso produtor de Hollywood é acusado de agressão a funcionários

Publicado em 08/04/21 10:00

O produtor de cinema e teatro Scott Rudin, um dos nomes mais importantes do showbiz norte-americano, está sendo acusado de agressão a seus funcionários. Uma reportagem do "Hollywood Reporter" informou que Rudin também é acusado de assédio moral contra colegas de trabalho.

De acordo com a reportagem, Rudin chegou a jogar um vaso de vidro em um de seus colaboradores, além de quebrar um computador na mão de um funcionário que não conseguiu reservar um voo em um avião já lotado. "Esta história apenas arranha a superfície de todo o comportamento abusivo, racista e sexista de Scott Rudin", disse Megan Ellison, produtora que trabalhou ao lado dele no filme "Bravura Indômita", dirigido pelos irmãos Coen em 2010.

Os filmes de Rudin acumulam 151 indicações ao Oscar, com 23 vitórias. Entre os longas que levam seu nome nos créditos, estão clássicos como "O Show de Truman", "Onde Os Fracos Não Tem Vez" e "A Rede Social". Além do cinema, ele também trabalha na Broadway e, com menos frequência, na televisão. Ele possui indicações a praticamente todos os principais prêmios da indústria.

A reportagem entrevistou pessoas que trabalharam em sets com Rudin, e classificaram o ambiente como "extremamente difícil". Ryan Nelson, assistente do produtor entre 2018 e 2019, enfatizou os problemas de convivência com ele: "Cada dia era exaustivo e horrível. Todos os dias eram cansativos e horríveis", relatou o profissional, que tinha carga horária de 14 horas por dia.

Segundo Nelson, Rudin obrigava funcionários a dormir no sets e nos escritórios por conta do ritmo frenético, além dos abusos diários a que esses profissionais eram submetidos. O assistente disse ter testemunhado o momento em que Rudin jogou um grampeador em um de seus funcionários, o chamando de "retardado".

Caroline Rugo, que também trabalhou com Rudin, confirmou as declarações de Nelson e acrescentou um outro momento que testemunhou: o momento em que um vaso de vidro foi jogado em um funcionário, que pouco depois pediu licença médica para tratar sintomas da síndrome do pânico.

Andrew Coles, outro que também trabalhou com o produtor, explicou: "Tiveram caras que dormiam no escritório, os que estavam com o cabelo caindo e os que desenvolveram úlceras. Era um ambiente muito intenso, mas era diferente. Chegou a um novo nível de insanidade".

Em 2005, Scott Rudin escreveu um artigo no "The Wall Street Journal" dizendo que fez 119 funcionários pedirem demissão por conta de seu temperamento. Até o momento, ele não se pronunciou sobre as acusações reveladas pelo "Hollywood Reporter".

Fonte: UOL Cinemas // UOL