77% dos maiores filmes de 2023 tem mais homens do que mulheres, aponta estudo

Publicado em 27/02/24 20:00

Um novo estudo, conduzido pelo grupo It’s a Man’s (Celluloid) World [via Variety], apontou que a igualdade de gênero no cinema teve uma queda em 2023. Apesar do sucesso de filmes como Barbie, entre os 100 maiores sucessos do ano passado, 77% deles tiveram mais homens do que mulheres em papéis com diálogos.

O levantamento analisou 2.200 personagens presentes na lista dos 100 filmes mais lucrativos de 2023, e proporcionou comparativos com todos os anos desde 2002. A título de comparação, em 2022, personagens mulheres com falas representavam 37% do total e, em 2023, 35%.

Outros dados interessantes foram levantados. Por exemplo: as personagens femininas continuam mais jovens (na faixa dos 20 e 30 anos) do que suas contrapartes masculinas (nas faixas de 30 e 40 anos). A porcentagem de mulheres acima de 30 e 40 anos caiu, enquanto entre os homens, só há queda a partir da faixa dos 50 anos de idade.

Entretanto, nem tudo é negativo: quando se trata de raça e etnia, a porcentagem de personagens asiáticas cresceu de 8,1% para 9,2%, enquanto de nativas americanas foi de 0 a 0,6%. A porcentagem de mulheres brancas caiu de 64,2% para 56,9%, mas de negras, também, de 18% para 15,3%. A queda foi proporcional para quase todas as etnias.

Para completar, o estudo apontou o impacto de haver mulheres por trás das câmeras, em funções de poder. Como no caso de Barbie, de Greta Gerwig, e Priscilla, de Sofia Coppola, os filmes com ao menos uma mulher na direção ou no roteiro tendem a ter mais representatividade feminina (48% contra 19% quando não há mulheres nas funções), em papéis principais (48% contra 33%) e em personagens com diálogos (43% contra 31%).