Diretor de "GoT": Batalha terá uma hora só de ação e é como um filme de terror

Publicado em 26/04/19 13:00

Miguel Sapochnik venceu um Emmy por dirigir o episódio de "Game of Thrones" que trazia a famosa Batalha dos Bastardos, na sexta temporada, mas ele tem um desafio ainda maior no oitavo e último ano da série da HBO: a Batalha de Winterfell.

O capítulo vai finalmente ao ar no próximo domingo, dia 28 de abril. Em preparação para o momento, Sapochnik conversou com o site da Entertainment Weekly sobre o difícil ato de equilibrar ação com desenvolvimento de personagens no episódio.

Sapochnik disse que o corte final do episódio, apesar dos seus 82 minutos (1h22) de duração, contém em torno de 60 minutos de pura ação. "Eu acho que, se fosse mais que isso, deixaríamos o público exausto", comentou.

"Como referência, eu assisti 'O Senhor dos Anéis: As Duas Torres', que tem uma sequência de batalha de 40 minutos. Ou melhor, é uma sequência que corta entre três batalhas diferentes. Foi a maior cena de ação contemporânea que eu consegui pensar", continuou.

"Eu acho que a única forma de realmente abordar um episódio como este é pensar: 'Por que eu continuo me importando com esta cena de ação? Por que eu quero continuar assistindo?'. O que percebi é que quanto menos ação, menos luta de verdade, melhor", disse ainda.

Sapochnik definiu o tom geral do episódio como "um terror de sobrevivência". "A diferença desta para as outras batalhas que eu fiz é que, nas anteriores, eu tinha um ponto de vista fixo, que era o de Jon [Snow]. Aqui, tenho 20 e poucos personagens que todo mundo gostaria de ver na batalha", revelou.

"Sempre que estávamos filmando alguma cena específica, eu ficava pensando: 'A história de quem eu estou contando aqui? E quais restrições eu preciso ter nesta cena para que esta história continue firme?'", elaborou ainda.

O cineasta ainda revelou que está trabalhando no episódio, da pré a pós-produção, desde junho de 2017. "Filmamos por sete meses e meio, ou 130 dias, o que é mais do que a maioria dos longas-metragens por aí", comentou. "Foram várias semanas em que trabalhamos seis ou sete dias, 16 ou 18 horas por dia".

Fonte: UOL Cinemas // Caio Coletti