Demitida por racismo, Roseanne Barr diz que sofreu preconceito por ser judia

Publicado em 11/01/19 22:00

Roseanne Barr acusou seus ex-funcionários na ABC de discriminação em uma entrevista recente para o Jerusalem Post.

"Eu sinto que o aconteceu comigo, boa parte, foi antissemitismo. Eu acho que isso teve um papel, o fato de que eu nunca fui autorizada a explicar o que eu quis dizer, e o que eu disse foi um comentário sobre o Irã. Então eles propositadamente descaracterizaram o que eu disse e não me deixaram explicar nada”, opinou a atriz.

"Na pressa, eles fizeram algo sem precedentes, que nunca fizeram com nenhum outro artista. E na base disso eu acho que é porque eu sou a pessoa que mais fala sobre Israel e BDS [campanha global de boicote a Israel]", acrescentou. 

Entenda o caso

Em maio de 2018, Roseanne Barr havia publicado em seu Twitter: "Irmandade Muçulmana e 'Planeta dos Macacos' tiveram um filho = VJ". Advogada, Valerie Jarrett é uma das maiores ativistas negras dos EUA e nasceu no Irã, filha de pais americanos.

Barr, 65, é simpatizante do atual presidente americano, Donald Trump, característica que foi levada para sua personagem na TV. Ela já havia se envolvido em outras controvérsias por causa de seu posicionamento político, e chegou a comparar Chelsea Clinton, filha de Bill e Hillary Clinton, ao burro do filme "Shrek".

A declaração sobre Valerie Jarrett no Twitter causou imediato mal-estar entre espectadores e entre os pares da artista. Ela foi imediatamente demitida da série "Roseanne", que ainda foi cancelada.

À época, Roseanne se desculpou e chegou a falar que estava tomando remédios que poderiam ter lhe afetado. "Eu peço desculpas a Valerie Jarrett e a todos os americanos. Eu sinto muito por fazer uma piada ruim sobre a posição política e a aparência dela. Eu deveria ter pensado melhor. Me perdoem, a piada foi de mau gosto", escreveu no Twitter. 

Fonte: UOL Cinemas // Rodolfo Vicentini