Veja o trailer do filme Tron - Uma Odisséia Eletrônica
Tron - Uma Odisséia Eletrônica
Do mundo real para dentro da máquina
Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um engenheiro de software genial. Mas no mundo corporativo da ENCOM, ele é apenas o cara que teve os jogos roubados pelo colega Ed Dillinger (David Warner).
Para reaver o crédito, Flynn usa o programa CLU e invade o sistema da empresa. O tiro sai pela culatra: ele é digitalizado e cai dentro do computador, onde programas vivem como prisioneiros do MCP, o tirânico Control Maestro.
A partir daí, ficção científica pura, com direito a arenas de combate com discos de luz, corrida de motos e batalhas de dados que, no fundo, são uma metáfora sobre quem controla a informação.
Lançamento, legado e impacto cultural
Tron chegou aos cinemas em 9 de julho de 1982 nos EUA, chegando ao Brasil no dia 12 de agosto do mesmo ano. Na época, foi um fracasso moderado de bilheteria e a Disney não apostou muito nele.
O tempo, porém, foi muito generoso com o longa. Foi um dos primeiros filmes a usar computação gráfica de forma massiva, com cerca de 15 a 20 minutos de imagens geradas em computador, algo pioneiro para a época. Esse visual influenciou décadas de produções, de Matrix até animações modernas.
Em 2010, ganhou a sequência Tron - O Legado, com Jeff Bridges reprisando o papel e Garrett Hedlund como o filho do protagonista. O filme original nunca venceu o Oscar, mas em 2022 foi selecionado para o National Film Registry dos Estados Unidos, entrando para a lista de obras consideradas culturalmente significativas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o design de produção é atemporal. Os cenários pretos com linhas neon em laranja, azul e rosa viraram referência obrigatória, assim como a icônica trilha sonora de Wendy Carlos, que mistura sintetizadores com temas orquestrais.
As batalhas de disco de luz, as corridas de Light Cycle e a sequência dos programas-soldado em formação seguem divertindo. A dupla Bruce Boxleitner e Cindy Morgan funciona bem como motor emocional da trama.
Ponto fraco: a narrativa é ingênua, com a típica estrutura de Joseph Campbell do herói que cai no submundo e volta transformado. Hoje soa repetitivo se você já viu Matrix, Ready Player One ou Duna.
Os efeitos que misturam live action com computação gráfica envelheceram mal em alguns momentos, o que pode afastar quem não tem paciência com o cinema dos anos 80.
Curiosidades dos bastidores
- Foram necessários cerca de 200 programadores e 4 anos para criar os 15 minutos de computação gráfica do filme, um investimento enorme para a época que quase quebrou a Disney.
- Os atores pintaram os corpos com tinta preto-fosca para que o cenário霓 neon fosse renderizado por sobreposição, técnica que dava a ilusão de estar dentro de um jogo.
- Wendy Carlos, a compositora da trilha, foi a mesma que trabalhou com Stanley Kubrick em Laranja Mecânica e foi pioneira no uso do sintetizador Moog em trilhas cinematográficas.
Perguntas frequentes
Tron - Uma Odisséia Eletrônica é o primeiro filme da franquia?
Sim. O filme de 1982 é a produção original. A sequência direta, Tron: O Legado, só chegou aos cinemas em 2010, quase três décadas depois.
É preciso assistir Tron antes de Tron: O Legado?
Não é obrigatório, mas é muito recomendado. O Legado retoma personagens, temas e o visual do original, e várias referências emocionais só funcionam com o primeiro filme na bagagem cultural.
Tron tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina com a resolução do conflito dentro do sistema e o retorno de Flynn ao mundo real. Pode levantar do sofá assim que a tela escurecer.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica retrô que assistem Matrix, Blade Runner e Akira celebrando o visual cyberpunk e as discussões sobre tecnologia e controle.
- Entusiastas de história do cinema e efeitos visuais, interessados em compreender como a computação gráfica nasceu na indústria.
- Jogadores nostálgicos de arcades que curtem discutir a estética dos fliperamas, as primeiras CPUs e a cultura hacker dos anos 80.
Título original: Tron
País de origem: EUA
Data do lançamento: 12/08/1982
Diretor: Steven Lisberger
Principais atores: