The Last Word
Sobre o que é The Last Word
Harriett (Shirley MacLaine) é uma empresária aposentada acostumada a controlar tudo ao seu redor. Aposentada, rica e afiada, ela decide encomendar seu próprio obituário ao jornal local para garantir que a história da sua vida seja contada como ela quer.
O problema começa quando a repórter escalada, Anne (Amanda Seyfried), recusa escrever o texto chapa-branca. A jovem insiste em investigar quem Harriett realmente é, e o confronto inicial vira uma amizade improvável que muda a vida das duas.
É uma comédia dramática com cara de conto de redenção tardia, passada quase inteira em diálogos e nas ruas de uma cidade americana comum.
Quando estreou e como ele é lembrado
Estreou em janeiro de 2017 no Festival de Sundance, fora da competição principal. Chegou aos cinemas dos Estados Unidos em março do mesmo ano, com distribuição pequena, e desembarcou no Brasil em maio de 2017 pela Paris Filmes.
A recepção foi morna: críticos elogiaram a dupla central, mas o filme foi tachado de piegas por parte da imprensa americana. O público feminino mais velho respondeu bem, e a parceria MacLaine–Seyfried virou o principal motivo para assistir.
Hoje ele é lembrado como aquele longa gostoso de domingo à tarde, indicado para quem curte dramas de personagem sem violência e sem pressa. Não ganhou Oscar, nem foi indicado, e nem disputou festival grande. Vive na memória mais como "filme da Shirley MacLaine sendo Shirley MacLaine" do que como obra-prima.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Shirley MacLaine está deliciosa. Ela rouba cada cena com uma Harriett azeda, controladora e, aos poucos, vulnerável. A química com Amanda Seyfried funciona justamente porque elas não tentam ser amigas logo de cara.
Ponto alto: O roteiro escapa do melodrama puro ao colocar a profissão de Anne no centro. Discussão sobre ética jornalística, obituário pago e verdade versus versão polida dá uma camada adulta ao filme.
Ponto fraco: O terceiro ato escorrega para lição de vida batida. Algumas reviravoltas (uma envolvendo o passado de Harriett) chegam tarde e soam forçadas.
Ponto fraco: A direção de Mark Pellington é competente, mas sem assinatura. Falta ritmo em cenas de interior, e a montagem alonga conflitos que podiam ser resolvidos em uma página a menos.
Curiosidades rápidas
- O roteiro original, de Stuart Ross Fink, ficou engavetado por mais de uma década até a Shirley MacLaine se interessar pelo papel.
- O filme marca uma das últimas parcerias cinematográficas de Anne Heche antes de sua morte em 2022, o que dá peso extra a certas cenas.
- Grande parte das externas foi gravada em Los Angeles, com direito a passeios por bairros residenciais que viram quase um personagem silencioso.
Perguntas frequentes
The Last Word tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com cartela e uma música calma. Pode levantar do sofá antes dos créditos finais sem perder nada.
The Last Word é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficção original, escrita por Stuart Ross Fink, embora explore situações comuns no jornalismo, como obituários encomendados.
The Last Word vale a pena?
Vale para quem busca uma comédia dramática leve, com duas atrizes em ótimo momento e sem violência. Não espere reviravoltas pesadas: o filme aposta em conversa, em silêncio e em uma amizade improvável.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Shirley MacLaine e de dramas com protagonismo feminino sênior.
- Quem curte comédias de caráter tipo Pais e filhas (2016) e Em Seu Lugar.
- Jornalistas, escritores e admiradores de histórias sobre ofício, memória e reputação.