Veja o trailer do filme O Jabuti e a Anta
O Jabuti e a Anta
Sobre o que é O Jabuti e a Anta
A crise hídrica em São Paulo abre o filme, com imagens de reservatórios vazios no sudeste brasileiro.
A documentarista Eliza Capai embarca então numa viagem de barco pela Amazônia para entender o outro lado da equação: as hidrelétricas faraônicas erguidas no coração da floresta.
Entre os rios Xingu, Tapajós e Ene, o documentário recolhe vozes de ribeirinhos, pescadores e povos indígenas diretamente atingidos pelas obras do chamado desenvolvimento.
O resultado é um boat movie que também funciona como reflexão sobre o custo ambiental e humano do estilo de vida urbano.
Estreia e legado
O Jabuti e a Anta estreou em 16 de março de 2017, com distribuição focada em circuito de festivais, sem lançamento massivo nas salas comerciais.
O longa circulou por mostras de cinema ambiental, universitário e de direitos humanos, consolidando Eliza Capai como uma diretora atenta às fronteiras entre infraestrutura e território.
É lembrado hoje como um documento raro sobre o ciclo de obras hidrelétricas na Amazônia em plena era de crise climática, lado a lado de filmes como Resistência e Espero tua (Re)volta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o dispositivo narrativo do barco funciona como metáfora potente, conduzindo o espectador por paisagens e conflitos que raramente chegam ao circuito de telas grandes.
As falas das comunidades locais têm peso de testemunho direto, sem voz institucional por cima.
Ponto fraco: o ritmo contemplativo e a estrutura de viagem pedem paciência, e quem busca respostas mais didáticas pode sentir falta de contextualização histórica sobre as obras.
Curiosidades
- O título faz referência a uma fábula popular em que jabuti e anta disputam uma corrida, usada aqui como metáfora do falso progresso das grandes obras.
- A maior parte das imagens foi captada a bordo de embarcações de pequeno porte, o que deu ao filme a estética de boat movie.
- O longa dialoga diretamente com Incompatível com a Vida e Tão Longe é Aqui na mesma linhagem de cinema ambiental brasileiro.
Perguntas frequentes
O Jabuti e a Anta é documentário ou ficção?
É um documentário brasileiro, dirigido por Eliza Capai, com forte recorte de jornalismo em viagem.
Qual é a duração de O Jabuti e a Anta?
Tem 71 minutos, o que o torna um documentário enxuto, fácil de maratonar em uma única sessão.
O Jabuti e a Anta tem cena pós-créditos?
Não. O longa encerra sua proposta com a última fala das comunidades, sem cenas extras após os créditos.
Pra quem é este filme:
- Interessados em documentário socioambiental e em pautas indígenas contemporâneas
- Leitores de jornalismo investigativo sobre a Amazônia e infraestrutura na floresta
- Público que acompanha o cinema brasileiro de festivais e curtas-metragens de denúncia
Título original: O jabuti e a anta
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Festival
Diretor: Eliza Capai