Festival Varilux 2016 - La Vanité
Premissa
David Miller quer morrer. Para isso, esse arquiteto idoso e doente procura uma clínica que oferece suicídio assistido na Suíça.
O procedimento esbarra em dois problemas inesperados: Espe, a atendente da clínica, não parece entender direito o próprio protocolo. Tréplev, um prostituto russo que ocupa o quarto ao lado, vira a peça-chave que falta para tornar o ato legal.
Durante uma noite longa, os três personagens se enroscam em diálogos que misturam burocracia, solidão e humor negro. A comédia dramática assinada pelo diretor Lionel Baier transforma um tema pesado em algo quase doméstico, sem escorregar no melodrama.
Estreia e legado
La Vanité teve sua passagem pelo Brasil como parte da programação do Festival Varilux 2016, evento dedicado a divulgar o cinema francês e francófono no país.
A estreia em circuito comercial nacional aconteceu em 16 de março de 2017, com distribuição limitada e foco no público de arte. O longa dialoga com a tradição do cinema europeu que discute finitude com humor desconfortável, herdeiro de obras como Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco. Carmen Maura rouba a cena com uma Espe atrapalhada e humana. Patrick Lapp segura o peso dramático de um protagonista que só quer sumir.
Ponto fraco: o ritmo é lento e o humor é seco demais para quem espera algo mais acessível. Algumas piadas com o procedimento legal soam pesadas.
Curiosidades
- La Vanité é uma coprodução entre França e Suíça, justamente o país onde o suicídio assistido é regulamentado.
- As filmagens aconteceram em cenários reais na região suíça, reforçando o tom documental do procedimento.
- O longa integra a seleção do Festival Varilux, vitrine anual do cinema francófono no Brasil que também trouxe títulos como Paulette e As Mulheres do Sexto Andar.
Perguntas frequentes
La Vanité é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, embora dialogue com a realidade suíça sobre suicídio assistido e suas implicações éticas.
La Vanité tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina antes dos créditos e não traz sequência extra.
La Vanité é o mesmo filme que Aprendiz de Gigolô?
Não. São produções distintas; Aprendiz de Gigolô tem outro enredo, ainda que também passeie por humor e questões existenciais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema europeu de arte e humor negro estilo Tetro.
- Quem curtiu dramas existenciais com discussão ética, no espírito de Esperando acordada.
- Interessados em discutir eutanásia e autonomia pelo viés da ficção.