Romário

Romário de Souza Faria, mais conhecido apenas como Romário (Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1966), é um ex-futebolista e, atualmente, político brasileiro. Em sua carreira no futebol, Romário atuava como atacante e é amplamente tido como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Atualmente é Senador da República pelo Rio de Janeiro, filiado ao Podemos (PODE). Foi candidato a governador do Rio de Janeiro nas eleições de 2018.

Com filiação ao PSB, em 2010 foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro (mandato de 2011 a 2014) e em 2014 foi eleito senador pelo mesmo estado (mandato de 2015 a 2022). Conhecido popularmente como "Baixinho", pela baixa estatura, o jogador ainda teve uma breve experiência como treinador, dirigindo o Vasco da Gama. Também conseguiu ser ídolo nos rivais Flamengo e Fluminense, além do America, onde encerrou a sua carreira e nos rivais espanhóis Barcelona e Valência.

É o quarto maior artilheiro da Seleção Brasileira, com cinquenta e cinco gols marcados, ficando em segundo lugar na posição de abril de 1991 até outubro de 2004 quando foi ultrapassado por Ronaldo. Sua média de gols pela seleção é superior aos gols de Pelé que é o primeiro, de Ronaldo que é o segundo e de Neymar que é o terceiro. É o jogador que mais fez gols em uma temporada com a camisa da seleção balançando a rede 20 vezes em 1997. Foi o jogador mais bem pago do mundo em 1996 jogando pelo Valência da Espanha. Para a revista argentina El Gráfico, é o maior goleador da história do futebol com 768 gols em jogos oficiais. Da mesma forma assim o considera a Revista Placar com 731 gols em competições oficiais. É ainda o jogador com o maior número de artilharias na história do futebol — foi artilheiro em 28 das 83 competições oficiais que disputou. Foi eleito o melhor jogador estrangeiro de todos os tempos do futebol holandês em uma pesquisa feita pelo jornal da Holanda Sportwereld. Para a IFFHS, Romário é o quarto maior goleador do futebol mundial em campeonatos nacionais de primeira divisão. É um dos maiores centroavantes brasileiros, e do futebol mundial, de todos os tempos.

Entre seus muitos títulos, destaca-se a Copa do Mundo de 1994, na qual foi a figura principal. Na época do mundial, era jogador do Barcelona, e encantou até o duro treinador da equipe e maior jogador da história da Holanda, Johan Cruijff, autor de um dos famosos apelidos do atacante: "gênio da grande área". Cruijff também se incluiu entre aqueles muitos que creditam a vitória do Brasil em 1994 primordialmente ao desempenho do atacante:

O holandês declararia também que "Ele tinha uma qualidade fantástica no seu futebol. Mesmo sem trabalhar duro, podia criar jogadas geniais" No mesmo sentido já disse Hristo Stoichkov, maior jogador da história da Bulgária e dupla de ataque do brasileiro naquele Barcelona: "Nunca vi um jogador fazer as coisas que ele fazia dentro da área". Tostão foi outro a render homenagens a Romário, afirmando que, se pudesse, deixaria seu lugar para o Baixinho na escalação da Seleção Brasileira de 1970. Michael Laudrup, maior jogador da história da Dinamarca, outro jogador que jogou com Romário no Barcelona, exaltou-o ainda mais, em entrevista a série de Tv Sky Sports em 2010, dizendo: "Joguei e vi grandes jogadores, mas nenhum se compara a Romário, ele era superfantástico". Maior jogador da história do futebol argentino, Diego Maradona, disse: "Tenho grande estima por Romário. Ele faz coisas incríveis dentro da área, está na minha equipe ideal". Considerado o maior jogador de todos os tempos, Pelé, também exaltou o baixinho por dizer: “Se o Romário fosse argentino seria mais endeusado que Maradona”. Romário também se caracterizaria por desavenças com técnicos, ex-jogadores e colegas, além de sua boemia e aversão a treinamentos. "Nunca fui atleta. Se eu tivesse levado uma vida regrada como atleta, eu teria feito muito mais gols, mas não sei se seria feliz como sou hoje", diria em 2004.Em maio de 2007, Romário tornou-se o segundo brasileiro que se tem registro a chegar à marca do milésimo gol na carreira futebolística. No mesmo ano, seu nome batizou o estádio do Duque de Caxias, cujo nome popular também lhe faz referência: Marrentão.