Antônio Renato Aragão OMC (Sobral, 13 de janeiro de 1935) é um comediante, ator, empresário, apresentador, roteirista, produtor, advogado e filantropo brasileiro. Amplamente reconhecido como um dos maiores nomes do humor na história do Brasil e uma das figuras mais influentes da televisão e do entretenimento nacional. Notabilizou-se por sua longa trajetória à frente do grupo Os Trapalhões (1973–1995), no qual deu vida ao icônico personagem Didi Mocó, consolidando-se como um dos artistas mais populares do país ao longo de várias décadas. Sua obra, marcada por um estilo cômico acessível e de grande apelo popular, exerceu papel significativo na formação do imaginário cultural brasileiro, alcançando milhões de espectadores tanto na televisão quanto no cinema.
Formado em direito pela Faculdade de Direito do Ceará da Universidade Federal do Ceará em 1961, iniciou sua carreira na TV Ceará na década de 1960, viajando posteriormente para o sul, onde trabalhou em vários programas nas mais variadas emissoras, como TV Excelsior, Record e TV Tupi. Nesta época, criou o personagem Didi Mocó, com o qual estrelou uma série de humorísticos, como Os Adoráveis Trapalhões e Os Insociáveis. Em 1974, retornou a Tupi, desta vez ao lado dos amigos Dedé Santana, Mussum e Zacarias, com qual formou o quarteto humorístico Os Trapalhões, que posteriormente transferiram-se para a TV Globo, tornando-se um sucesso de público e audiência por três décadas consecutivas. Paralelamente à sua atuação na televisão, destacou-se no cinema brasileiro ao protagonizar uma série de produções de grande sucesso de bilheteria, especialmente ao lado de seus colegas de grupo, em filmes que figuram entre os mais assistidos da história do cinema nacional, reforçando sua popularidade junto ao público e sua relevância na indústria cinematográfica.
Após o fim definitivo dos Trapalhões em 1995, Aragão permaneceu em carreira solo, dando continuidade à sua carreira com participações em programas televisivos, especiais humorísticos e produções cinematográficas, além de realizar aparições em entrevistas e eventos comemorativos relacionados à história da televisão brasileira; e continuou a atuar como apresentador do Criança Esperança, iniciativa beneficente de grande alcance nacional, entre 1986 a 2012. Nesse contexto, também exerceu o papel de embaixador do UNICEF no Brasil, envolvendo-se em campanhas voltadas à defesa dos direitos da infância e da adolescência. Em 1998, criou um novo programa, A Turma do Didi, que permaneceu no ar até 2010, tendo sido substituído por um derivado, Aventuras do Didi, cujo término dois anos depois.
Nas décadas mais recentes, manteve-se ativo por meio de participações esporádicas na mídia e presença em plataformas digitais, incluindo redes sociais, nas quais compartilha conteúdos voltados ao entretenimento e à memória de sua trajetória artística. Nesse período, sua carreira também foi ocasionalmente objeto de debates e controvérsias na mídia, envolvendo relatos sobre sua relação profissional com antigos colegas de elenco, decisões artísticas ao longo de sua trajetória e supostas declarações públicas repercutidas pela imprensa.