Marco Antonio Ricca (São Paulo, 28 de novembro de 1962) é um ator e cineasta brasileiro. Sua carreira iniciou na década de 1980 no teatro paulista onde se destacou no Teatro do Bexiga. Ele colaborou frequentemente com Plínio Marcos, aparecendo em peças importantes. Os prêmios de Ricca incluem dois Prêmios Grande Otelo, dois Prêmios Guarani e um APCA, além de indicações a três Prêmios Qualidade Brasil. Ele recebeu dois troféus do importante Festival de Gramado por seu trabalho no cinema.
A carreira de Ricca começou nos palcos, atuando no elenco e na produção do monólogo Bakunin (1989) e como diretor Ufa! Que Perigo, estrelado pelo ator Hugo Possolo. Ele fez sua estreia no cinema atuando em pequenos filmes, como Batimam e Robim (1992), papel que lhe rendeu o prêmio Kikito do Festival de Gramado, antes de alcançar destaque com seu primeiro grande papel na televisão como José Augusto em Renascer (1993), de Benedito Ruy Barbosa. Ele colaborou frequentemente com a Cia. do Bexiga, consolidando-se como um ator de teatro atuando na peça Dois Perdidos Numa Noite Suja (1991–94).
Ricca também ficou conhecido por seus papéis como o transgressor Felício em Éramos Seis (1994), o mulherengo Nestor em Por Amor (1997), o conde Pedro Afonso em Força de um Desejo (1999), o romântico Augusto em O Beijo do Vampiro (2002) e o vilão Celso Camacho em Kubanacan (2003). Colaborou com o cineasta Beto Brant em dois importantes trabalhos no cinema, atuando em O Invasor (2002), papel que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Ator, e Crime Delicado (2005). Este último lhe rendeu o Grande Otelo de Melhor Roteiro Adaptado. Ele ficou conhecido por seus papéis em filmes dramáticos como A Via Láctea (2007), Verônica (2009), Os Amigos (2014), As Duas Irenes (2017) e Canastra Suja (2016), bem como por papéis cômicos em Chatô, o Rei do Brasil (2015). Este último lhe rendeu o Grande Otelo de Melhor Ator.
No teatro, ele interpretou Hamlet numa adaptação produzida por ele mesmo em 1997 e o Rei Ricardo III da Inglaterra em Ricardo III (2006), que lhe rendeu indicação ao Prêmio Qualidade Brasil. Ricca também recebeu o Prêmio APCA por seu trabalho em Liberdade, Liberdade (2016), um de seus principais papéis em novelas.