Márcia Kambeba

Márcia Vieira da Silva, conhecida pelo nome artístico de Márcia Wayna Kambeba (Benjamin Constant, 1979) é uma poeta e geógrafa brasileira.

De etnia Omágua/Kambeba, nasceu numa aldeia ticuna, na localidade de Belém do Solimões, atualmente no município de Tabatinga, onde viveu até os oito anos de idade, quando se mudou com a família para São Paulo de Olivença. Sua avó Assunta era professora na aldeia em que nasceu, e foi quem a iniciou na poesia, interesse que seria reforçado pela diretora de sua primeira escola, em São Paulo de Olivença, e outra das suas maiores influências, "Tia Sueli". Graduou-se em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Fez o mestrado na Universidade Federal do Amazonas e pesquisa o território e identidade da sua etnia.

Como poeta, adotou o nome indígena Wayna. Sua poesia mostra semelhanças com a literatura de cordel e reflete a violência contra os povos indígenas e os conflitos trazidos pela vida na cidade.

Em 2020 se candidatou ao cargo de vereadora pela cidade de Belém, pelo PSOL. Não conseguiu ser eleita, mas com a vitória de Edmilson Rodrigues, do mesmo partido, foi nomeada no ano seguinte como Ouvidora Geral da capital paraense, compondo o secretariado do novo prefeito, se tornando a primeira pessoa indígena em um posto de primeiro escalão da cidade. Na posição, de representação das demandas da população perante a Prefeitura, a atual ouvidora conta com o auxílio de dez colaboradores, sendo metade deles também indígenas.

Márcia Kambeba tem um filho chamado Carlos. Ele é diagnosticado com autismo e faz ilustrações em seus livros. Os dois trabalharam juntos na obra Kumiça Jenó: Narrativas Poéticas dos Seres da Floresta, lançada em 2021.

2013 - Ay kakyri Tama - Eu moro na cidade - Grafisa.

2020 - Saberes da Floresta - Jandaíra.

2021 - Kumiça Jenó: Narrativas Poéticas dos Seres da Floresta