Jafar Panahi

Jafar Panâhi (em pársi: جعفر پناهی ; Mianeh, Azerbaijão Oriental, 11 de julho de 1960) é um cineasta, roteirista e montador iraniano. Ele é amplamente reconhecido por suas contribuições artisticamente significativas do cinema iraniano pós-Revolução de 1979 e tem sido associado à Nova Onda Iraniana. Sua obra, profundamente enraizada no neorrealismo e centrada nas vidas de mulheres, crianças e marginalizados, constitui um poderoso retrato crítico das estruturas sociais, políticas e de gênero do Irã contemporâneo.

Panahi é um dos quatro diretores na história – ao lado de Henri-Georges Clouzot, Michelangelo Antonioni e Robert Altman – a vencer os principais prêmios dos três maiores festivais de cinema europeus: a Palma de Ouro de Cannes, o Urso de Ouro de Berlim e o Leão de Ouro de Veneza, conquistados respectivamente com Un Simple Accident (2025), Taxi (2015) e O Círculo (2000).

A carreira de Panahi é inextricavelmente marcada pelo conflito com as autoridades iranianas. A partir de seu terceiro longa-metragem, O Círculo (2000), que aborda a situação das mulheres no Irã, seus filmes passaram a ser frequentemente banidos ou censurados no país. Em 2010, o cineasta foi condenado a seis anos de prisão e a uma proibição de 20 anos de exercer atividades cinematográficas, sob acusações de "propaganda contra o sistema". Mesmo sob restrições legais, Panahi continuou a realizar filmes, muitos dos quais produzidos de forma semiclandestina. Isto Não É Um Filme (2011), Cortina Fechada (2013), Táxi Teerã (2015) e Sem Ursos (2022) são obras que frequentemente refletem, de maneira metacinematográfica, sobre suas próprias limitações como artista sob vigilância estatal. Seus enfrentamentos legais permanecem ativos, com novas sentenças como a prisão in absentia decretada em 2025.

Além de sua produção cinematográfica, Panahi recebeu o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu em 2012, em reconhecimento à sua defesa da liberdade de expressão.